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Endereço popular encarece seguro de automóveis em relação ao centro da cidade

O seguro automotivo em bairros periféricos de Salvador, como Pirajá, Narandiba e Cajazeiras, pode ficar até R$ 2 mil mais caro do que em bairros nobres, como Barra e Pituba. É o que mostra um levantamento feito a pedido do CORREIO pelo site de cotação de seguros Bidu.

“Quanto maior o risco daquela pessoa, com aquele veículo e naquela situação, mais caro será o preço do seguro. O índice de roubos e furtos, portanto, influencia de forma significativa no preço da apólice (documento emitido por uma seguradora, que formaliza a aceitação do risco objeto do contrato de seguro)”, explica o diretor de marketing da plataforma, Maurício Antunes.

Segundo ele, na contratação da apólice, o consumidor responde perguntas que norteiam as seguradoras quanto ao perfil deles. “Entre os fatores que essas empresas consideram está a quantidade de sinistros que são registrados nos locais. Lugares como Pirajá e Cajazeiras, por exemplo, provavelmente têm mais sinistros do que a Barra ou a Pituba”, comenta.

Contradição Apesar de, na teoria, o preço das apólices dos automóveis ser proporcional ao índice de roubos e furtos dos bairros, na prática, segundo dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP/BA), de janeiro a setembro de 2014, Itapuã lidera o ranking de roubos de veículos, com 636. A Tancredo Neves teve 510 roubos registrados; já Brotas, 426, e Liberdade, 420. “Temos um trabalho concentrado na região de Itapuã, Brotas e Pituba, que são bairros que, historicamente, têm alto índice de roubos e furtos”, afirma o delegado titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV), Marcos César da Silva. “Brotas, por exemplo, é um bairro populoso, onde há muitos condomínios com garagens abertas, o que facilita esse tipo de ação”, complementa. Marcos César informou que o órgão não conhece quais são os critérios adotados pelas seguradoras.

Preconceito Para o professor do programa de pós-graduação em Desenvolvimento Regional e Urbano da Unifacs Carlos Alberto da Costa Gomes, esta contradição de preços pode ser explicada pela taxa de recuperação de veículos nos bairros nobres. “A recuperação de carros nesses bairros chega a 80%. Nos bairros periféricos é quase zero”, garante.

“Mesmo assim, não deixa de ser uma forma de preconceito e de exploração com as pessoas desses bairros periféricos, que são menos informadas e que não sabem técnicas de negociação, já que a posse do carro e de um seguro é algo recente para elas”, afirma ele, que também é coordenador do Observatório de Segurança Pública da Bahia.

23/02/2015 / Fonte: Correio


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