15991263468
(15) 3212-8000
Youtube
Notícias
FENASAÚDE E ABRAMGE questionam aumento 9,65% nos planos individuais de saúde

07/07/2014 / Fonte: Sincor-SP

Em posicionamento oficial, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) analisaram o reajuste de 9,65% nos planos de saúde individuais, conforme foi anunciado ontem (03/07) pela ANS. As entidades questionam o porcentual e alertam sobre a necessidade de revisão do modelo atual de saúde privada.

De acordo com a FenaSaúde, o nítido aumento de utilização de órteses, próteses e materiais especiais (OPME), insumos e equipamentos de alto valor e, ainda, a maior busca por serviços de saúde por parte dos beneficiários são fatores que refletem diretamente nos custos das operadoras de planos de saúde e nas mensalidades.

Nesse sentido, a despesa assistencial per capita na saúde suplementar, entre 2004 e 2013, cresceu 133,7%, enquanto a variação acumulada do IPCA foi de 61,1%. Em 2013, aponta a FenaSaúde, a sinistralidade chegou a 83,7% do que as operadoras arrecadaram com as mensalidades pagas pelos beneficiários e, conforme a ANS, a margem líquida das operadoras foi a menor dos últimos cinco anos, de 2,2%.

“As associadas da FenaSaúde vêm alertando para a necessidade de aperfeiçoamento do atual modelo de obtenção do índice anual de reajuste das mensalidades dos planos de saúde individuais. A intenção é chegar a uma formulação que atenda ao bom funcionamento do mercado de saúde suplementar, tanto do ponto de vista dos beneficiários dos planos quanto do equilíbrio técnico e atuarial do sistema”, finaliza a entidade.

Já a Abramge reitera que os valores propostos pela ANS para o reajuste dos planos de saúde estão abaixo da “inflação médica”, que representa o impacto de custos agregados de consultas, procedimentos, internações e exames. Além disso, “nos últimos anos, os números da saúde suplementar apresentados evidenciam margens operacionais negativas recorrentes, portanto os índices de reajustes estipulados pela agência reguladora têm ficado aquém do necessário para a sustentabilidade do setor”.

Segundo a argumentação, “é importante esclarecer que as despesas assistenciais têm crescido mais que as receitas, chegando a representar 83,7% do que as operadoras arrecadaram com as mensalidades pagas pelos beneficiários em 2013. Assim, a margem líquida de remuneração das operadoras foi de 0,6% no ano passado e, em muitos casos, essa margem foi negativa, pressionando em especial as pequenas e médias operadoras”


Av. Dr. Afonso Vergueiro, 1809 – Centro – Sorocaba – SP
Copyright © Todos direitos reservados a Bittar Administradora e Corretora de Seguros